Livro
O Cotidiano Infantil Violento


SINOPSE


O livro O Cotidiano Infantil Violento: Marginalidade e Exclusão Social é uma publicação do LAPIC – Laboratório de Pesquisas sobre Infância, Imaginário e Comunicação (ECA/USP), com organização de sua coordenadora, profa. Dra. Elza Dias Pacheco, com o financiamento da FAPESP e o apoio da Faculdade de Educação e Cultura Montessori (FAMEC/SP), e resulta de trabalhos apresentados no 2O. Simpósio Brasileiro de Televisão, Criança e Imaginário promovido pelo LAPIC em 1998 e cuja temática foi a mesma do livro agora publicado.

Como retomada, a publicação não pretende reproduzir o evento que a originou, mas atualizar aspectos deste debate que necessitam ganhar corpo e densidade para que possamos ir adiante. Já é de espantar que em nove anos, a abordagem que fizemos lá, permaneça atual aqui (na forma de livro), sobretudo num mundo continuamente mutante. Todavia mais estranho ainda se mostra a ausência de material relevante sobre o problema em questão.

O livro contem 12 capítulos dos quais 10 são resultado das apresentações ocorridas no referido Simpósios, a saber:

O capítulo 1, O cotidiano infantil violento – marginalidade e exclusão social, de autoria da Dra Elza Dias Pacheco, descreve detalhes sobre a história do simpósio, sua contextualização e necessidade de re-inserção na atualidade.

O capítulo 2, A criminalidade infantil e as políticas públicas em São Paulo: um pouco de História, da Dra. Maria Luiza Marcílio, traz um pouco do percurso histórico das relações entre criminalidade infantil e as políticas públicas durante o século XX no Brasil.

No capítulo 4, Violência e Escola: as múltiplas faces de uma relação, a autora Dra. Marília Pontes Sposito trata da violência escolar, propondo caminhos para se enfrentar o desafio da redução da violência no meio escolar.

No capítulo 5, Sexo, drogas e rock n’roll. Os prazeres artificiais numa sociedade de consumo, seu autor, Dr. Maurides de melo Ribeiro, advogado criminal, apresenta uma breve abordagem sobre a questão das drogas.

No capítulo 6, Aids, drogas e adolescência: exclusão e vulnerabilidade, o médico sanitarista Dr. José Ricardo de Carvalho Mesquita Ayres discute uma perspectiva interessante na abordagem do problema enfrentado por jovens moradores de periferias nas grandes cidades.

O sétimo capítulo, Trabalho infantil e educação, de autoria do pesquisador da Fundação Carlos Chagas, Dr. Celso João Ferreti, contextualiza o combate ao trabalho infanto-juvenil empreendida pela OIT (Organização Internacional do Trabalho), redirecionando esta discussão.

O oitavo capítulo, Infância e trabalho: uma coexistência aceitável? Uma visão dos Direitos da Criança e do Adolescente, do Juiz de direito, Dr. Antônio Augusto Guimarães de Souza, complementa a problemática apresentada no capítulo anterior apontando outras direções para o debate.

No nono capítulo, a socióloga Dra. Dulce C. A Whitaker, em seu texto Industrialismo e Trabalho Infantil: paradoxos da modernização, traz uma visão sociológica da história do trabalho infantil no Brasil.

No capítulo dez, Midiologia subliminar: efeitos neurofisiológicos dos desenhos animados – estudo de caso Pókemon, do Dr. Flávio Mário de Alcântara Calazans, indica-se um outro aspecto contemporâneo da violência: a subliminaridade dos campos simbólicos.

E por fim, ainda participante do Simpósio, no capítulo 11, Glória e Violência: reflexão sobre a influência da televisão na construção da personalidade moral, o psicólogo Dr. Yves de La Taile vai mantendo a perspectiva simbólica da violência agora, no entanto, apresentando os reflexos deformadores desta na personalidade infantil.

Foram incluídos nesta publicação os trabalhos de pesquisa desenvolvidos por dois integrantes da equipe do LAPIC, a saber:

No capítulo 3, Reflexões sobre a violência: manifestações na mídia e implicações no universo infanto-juvenil, a Dra. Márcia Giuzi Mareuse discute as implicações dos discursos midiáticos na representação imaginária violenta que o mundo vem construindo.

No capítulo 12, Cultura jovem – idéia geral e mitificação da rock-rebeldia, do Dr. Alexandre Dias Paza, encerra-se esta coletânea apontando para a perspectiva semiótica dentre da teia simbólica que a violência constrói.

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